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Os dois tipos de Biomédicos - Coaching para Biomédicos com Marcos Schott

Os dois tipos de Biomédicos

Autoconhecimento , Biomedicina , Carreira | Por: | 4 fev 2016 | 2 Comentários

Ingressei no curso de Biomedicina aqui do Rio Grande do Sul em 2004. Há 12 anos atrás, poucas pessoas por aqui sabiam o que era ou o que o biomédico fazia. Eu era uma dessas pessoas. Naquela época só existia um tipo de biomédico, o que fazia acontecer. Hoje percebo uma segunda ordem de profissionais, os que esperam alguma coisa acontecer.

Claro que esses dois tipos de profissionais, os que fazem  e os que esperam, existem em várias áreas. Não são exclusivos da Biomedicina. Quando comecei o curso, pouco sabia das possibilidades que se abririam para mim. Entendia que essa profissão, considerada promissora num futuro próximo, poderia ser uma ferramenta importante no meu processo de desenvolvimento, na minha vida. Entretanto não sabia bem ao certo como. Assim como não conhecia muitos biomédicos formados para trocar uma ideia a respeito.

Os poucos que conhecia na época, se mostraram brilhantes. Brilhantes não por serem gênios, afinal não acredito em genialidade. Brilhantes pelo fato de fazerem o que ninguém havia feito antes, pelo fato de serem vanguarda, pelo fato de não se importarem com a opinião e crítica dos demais. Eles me inspiraram, afinal de contas eu queria fazer também!

Lembro que no semestre que eu começaria a estagiar, eu tinha uns 25 colegas. A universidade tinha convênios com alguns laboratórios, onde a galera estagiava. Como disse anteriormente, o cenário aqui era de escassez, pois poucos compreendiam nossa formação, capacidade ou mesmo legalidade. Havia poucas vagas, bem menos do que a quantidade de alunos. Os mais rápidos, antenados e bem relacionados já tinham suas vagas garantidas. Não era meu caso. Nem de outros 12 ou 13 colegas. E mesmo que eu tivesse sido rápido ou tivesse algum contato, a vaga seria na capital, o que praticamente inviabilizaria minha participação pelo fato de eu morar no interior nesse período, cerca de 70Km de distância.

Nesse período conheci o segundo tipo de Biomédicos, os que esperam alguma coisa, algum milagre acontecer. Os 13 ou 14 que não tinham vaga, deveriam esperar o próximo semestre para tentar novamente, porém não disseram que além deles, mais 20-30 alunos entrariam na disputa no semestre seguinte. Uma bola de neve. Para mim, esperar nunca foi uma boa opção, afinal queria ser do grupo dos que fazem e não dos que esperam. O que eu poderia fazer? Bati em todas as portas de laboratórios da região, me apresentando, apresentando a Biomedicina e minha universidade e como poderíamos criar um relacionamento onde todos ganhariam. Um dos laboratórios mais antigos da região metropolitana comprou a minha ideia. Consegui conveniá-los a universidade e fiz 600 horas de estágio lá, onde aprendi muito sobre rotina, equipamentos e o mais importante, sobre pessoas. Mais valioso que a minha própria experiência é o fato de saber que abri uma porta para centenas de outros alunos estagiarem lá.

Não fui o único a abrir minha própria vaga, mas com certeza mais colegas esperaram do que criaram oportunidades. Hoje, percebo que realmente há dois tipos de Biomédicos, os que fazem e os que esperam. Os que fomentam e os que criticam. Os que vencem e os que desistem. Isso é fácil de perceber. Então por que parece tão difícil perceber que isso é questão de escolha?

 

Grande abraço!

Marcos Schott
Criador do DPCB.

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Marcos Schott

Minha missão de vida é ajudar pessoas a desenvolverem-se pessoal e profissionalmente e espero poder ajudar você também! [Saiba mais]

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Comentários


  1. EDUARDO
    28/04/2016 às 08:33

    Dr. Marcos Schott, vejo que nossas histórias são muito parecidas, parabéns pelo seu sucesso. Estou no time dos que criadores de oportunidades.

    • Marcos Schott
      03/05/2016 às 10:34

      Olá Eduardo! Tudo bem? Fico feliz que tenha se identificado com as histórias que conto aqui no blog. Fico feliz de encontrar outras pessoas que criam oportunidades. As vezes chego a pensar que sou louco! Rs. Agradeço pela audiência! Se tiveres alguma história para contar, me manda por email: schott.marcos@gmail.com, podemos reproduzi-la no blog. Grande abraço!

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